Antes do Figueira, a Lagoa: o livro que conta a história por trás do empreendimento
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Nos últimos meses, equipe de fotógrafos, escritores e moradores têm caminhado pela Lagoa da Conceição sem pressa de chegar a lugar nenhum. Sentaram em bares de pescadores, ouviram rendeiras, esperaram para fotografar a Figueira centenária no horário em que a luz atravessa suas folhas de um jeito específico. Estavam ali para entender um bairro antes de contar a história de um projeto que nasceu dentro dele.

Esse trabalho vai virar um livro. A Engenho está prestes a lançar o book do Figueira da Lagoa, e a decisão editorial por trás dele diz mais sobre o empreendimento do que qualquer planta baixa poderia dizer.

Escutar antes de construir
Quando a equipe da Oficina Criativa chegou ao terreno pela primeira vez, a figueira já estava ali havia mais de cem anos. A decisão de não tocá-la, de erguer o projeto ao redor dela, acabou definindo o tom de tudo o que veio depois. Se a arquitetura deveria respeitar uma árvore que atravessou gerações, fazia sentido que o material responsável por apresentar esse projeto respeitasse também as pessoas, as histórias e os modos de vida que dão identidade ao bairro. Foi assim que a produção do livro se transformou em um processo de escuta.

Michelle De Bona, dona do restaurante que hoje ocupa a Casa Figueira da Lagoa, guarda histórias de quem viu o bairro se transformar sem perder o que o torna reconhecível. Pedro Cabral, chef do restaurante Cabral, carrega no jeito de cozinhar gerações de nativos pescadores que vieram antes dele na Costa. Atletas de canoa havaiana, windsurf, vela mudam a forma de se relacionar com a água.
São histórias que ajudam a explicar a Lagoa e, ao mesmo tempo, ajudam a entendem por que o Figueira da Lagoa foi pensado da maneira como foi.
Um retrato, não um catálogo
O que diferencia essa publicação de um material comercial comum é o caminho que ela escolhe para chegar ao empreendimento. A Lagoa da Conceição aparece primeiro, com sua vila de pescadores, suas trilhas, seu voo livre, seu jeito particular de organizar o tempo em torno da água. Mas cada uma dessas camadas existe no livro porque explica algo sobre o Figueira da Lagoa: o projeto nasceu tentando reproduzir esse mesmo jeito de viver, e é esse o fio que costura todas as histórias reunidas até aqui.

Há cenas que a equipe registrou e que só vão aparecer nas páginas do livro. Conversas que aconteceram em cima de pranchas de stand up paddle. Um encontro entre o construtor Ricardo Brunelli e Pete Nelson, o americano que projeta casas na árvore para a televisão americana, discutindo estrutura em cima de uma copa de figueira. Relatos de moradores antigos sobre benzedeiras que ainda atendem na região.

São histórias que poderiam facilmente ficar de fora de uma apresentação imobiliária. Aqui, são justamente elas que ajudam a construir o retrato do lugar.
O que fica para depois
A Engenho ainda não vai revelar o conteúdo completo da publicação. Por enquanto, o que existe é o registro de um processo que trata memória, natureza, arquitetura e bem-estar como partes de uma mesma história, contada por pessoas que já estavam ali antes que o projeto chegasse.

Porque, antes de apresentar uma nova forma de morar na Lagoa, o livro quer fazer uma coisa mais simples: apresentar a própria Lagoa. Em breve, essas páginas chegam até você.
Figuiera da Lagoa: A máxima expressão do viver bem!
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